Soneto IV

Para ti, minha senhora, apenas para ti, este poema.
Não perderia tempo em escrevinhar versos a outra.
Tenho mais que fazer, senhora, porque o tempo vai
E em estrofes gasta-se um pouco da nossa realidade.

Por isto, aqui vai todo meu lirismo a ti condensado:
Eu te amo, eu te amo e te amo, te amo e amo, amo.
Está bem assim? É suficiente ou queres preciosismo
Que agora, sinceramente, não serei capaz de versar?

Mais que arranjo de palavras com estética apurada,
Mais que musicalidade em métrica lavrada e elevada,
Mais que toda beleza edulcorando a nossa realidade,

Mais que a senhora toda airosa e suspirante no balcão
E que este tolo trovador com violão na mão lá embaixo;
Mais que tudo, para ti é este o poema: é teu o meu ai.

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium, sou agora acadêmico no 3o ano de Direito das Faculdades Integradas Padre Albino. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *